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Métodos e Técnicas de Investigação Social 2

Código: SS72205    Sigla: MTIS2

Ocorrência: 2010/2011 - 2S

Secção: Metodologia de Investigação/Intervenção

Cursos

Sigla Anos Curriculares Nº de Alunos
LSS1

Docência - Horas

Teórico-Práticas: 3
Laboratoriais: 1

Tipo Docente Turmas Horas
Teórico-Práticas Totais 2 6,00
Idalina Machado   3,00
Sérgio Bacelar   3,00
Laboratoriais Totais 2 2,00
Idalina Machado   1,00
Sérgio Bacelar   1,00

Língua de Ensino

Português

Objectivos

São três os objectivos fundamentais desta disciplina:
a) Fornecer um conjunto de instrumentos de forma a capacitar os alunos para o acompanhamento e análise crítica do conhecimento científico relevante para a prática do Serviço Social;
b) Capacitar os alunos para a realização de investigação científica no âmbito do Serviço Social e das ciências sociais;
c) Promover a aquisição de conhecimentos e competências do ponto de vista metodológico que permitam operacionalizar um projecto de investigação e de intervenção recorrendo aos instrumentos metodológicos adequados

Programa

1. Principais métodos de recolha e tratamento de informação

1.1. Amostragem
1.1.1. Introdução à amostragem
1.1.2. Métodos de amostragem probabilística
a) Tipos de amostras: aleatória simples; sistemática; estratificada; em grupos; multi-etápica
b) Características da amostra probabilística
1.1.3. Métodos de amostragem não-probabilística
a) Tipos de amostras: de conveniência; em bola-de-neve; por quotas
a) Características da amostra não-probabilística

1.2. Métodos de inquirição
1.2.1. Como perguntar
a) Questões abertas ou fechadas: vantagens e desvantagens
b) Outros tipos de questões
c) Regras para a construção de questões
d) Inquéritos-piloto e pré-testes
e) Utilização de questões pré-existentes
1.2.2. Inquérito auto-administrado
a) Tipos de questionário auto-administrado
b) Comparação entre questionários auto-administrados e administrados por entrevista
c) Construção do questionário
d) Diários como forma de questionário auto-administrado
e) Vantagens e desvantagens dos questionários
f) Tratamento dos dados do questionário com recurso ao programa SPSS:
- Construção de bases de dados
- Procedimentos básicos de análise de dados: tabelas de frequências e tabelas cruzadas
- Análise dos resultados
1.2.3. Entrevistas
a) Questões metodológicas relativas à prática da entrevista:
- Tipos de entrevistas em função do seu grau de estruturação: estruturadas, semi-estruturadas e não estruturadas
- As entrevistas a indivíduos e as entrevistas a grupos (grupos focalizados - focus groups)
- As histórias de vida como forma de entrevista
- Vantagens e desvantagens das entrevistas
- Metodologia de análise das entrevistas

1.3. Métodos de observação
1.3.1. Observação estruturada
a) Problemas da pesquisa sobre o comportamento social
b) Instrumento de notação da observação
c) Estratégias para a observação de comportamento
d) Amostragem na observação estruturada
e) Fiabilidade e validade
f) Manipulação do terreno e observação estruturada
g) Críticas à observação estruturada

1.4. Análise documental
a) O mundo como texto
b) Tipos de documentos: pessoais, oficiais e documentos dos meios de comunicação social
c) A interpretação de documentos
d) Análise de conteúdo
e) Análise de discurso

1.5. Análise de dados qualitativa
a) Estratégias gerais da análise de dados qualitativa
b) Operações básicas na análise qualitativa
c) Análise narrativa
d) Análise secundária de dados qualitativos
e) Utilização de software de análise de dados qualitativos

2. As metodologias de Investigação-Acção
a) Definição e caracterização da Investigação-Acção
b) Objectivos e métodos da Investigação-Acção

Bibliografia Principal

BARBIER, R. ;La Recherche Action, Anthropos, 1996
BROWNE, M. e KEELEY, S.;Asking the Right Questions - A Guide to Critical Thinking, New Jersey, Pearson, 2004
BRYMAN, A.;Social Research Methods , Oxford University Press , 2004
BURGESS, R. G.;A Pesquisa de Terreno, Celta Editora, 1997
CAMPENHOUDT, L. Van ;Introdução à Análise dos Fenómenos Sociais, Gradiva, 2003
COSTA, A. F. ;“A pesquisa de terreno em sociologia” in in SILVA, Augusto S. e PINTO, J. Madureira (orgs.), Metodologia das Ciências Sociais, Afrontamento, 1986
FODDY, W. ;Como perguntar, Celta Editora, 1996
FOTIN, M.-F. ;O Processo de Investigação: da concepção à realização, Lusociência, 1999
GHIGLIONE, R.; MATALON, B. ;O Inquérito, Celta Editora, 1993
GUBRIUM, J. F. E HOLSTEIN, J. ;The Handbook of Interview Research: Context and Method, Sage, 2002
GUERRA, I.;Fundamentos e Processos de uma Sociologia de Acção: o planeamento em Ciências Sociais, Principia, 2000
KVALE, S.;InterViews. An Introduction to Qualitative Research Interviewing, Sage, 1996
LESSARD-HÉBERT, M. et al.;Investigação Qualitativa, Instituto Piaget, 1990
LIMA, M. P. de;Inquérito Sociológico, Presença, 2000
MOREIRA, C. D;Planeamento e Estratégias da Investigação Social, Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, 1994
MOREIRA, J. M.;Questionários: Teoria e Prática, Almedina, 2004
NIGEL, G.;Researching social life, Sage, 2001
PARDAL, L. E CORREIA, E. ;Métodos e Técnicas de Investigação Social, Areal Editores, 1995
POIRIER, J.; CLAPIER-VALLADON, S., RAYBAUT, P. ;Histórias de Vida, Celta Editora, 1999
QUIVY, R.; CAMPENHOUDT, L. Van;Manual de Investigação nas Ciências Sociais, Gradiva, 1992
RUBIN, A. e BABBIE, E.;Research Methods for Social Work, Belmont, Thomson, 2005
SHUTT, R. K.;Investigating the Social World, Pine Forge Press, 2001
THIOLLENT, M.;Metodologia da Pesquisa-Acção, Cortez Editora, 2005
TUCKMAN, B. W. ;Manual de Investigação em Educação: como conceber e realizar o processo de investigação em Educação, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian., 2000

Métodos de Ensino

Tratando-se de uma disciplina prática a metodologia de ensino-aprendizagem pressupõe a orientação das aulas em dois sentidos: por um lado, aulas de carácter mais expositivo para apresentação dos principais conteúdos programáticos ilustrados com exemplos concretos e apelando à discussão com os alunos (capitalizando as experiências por estes vivenciadas no terreno); aulas de carácter prático para desenvolvimento de um conjunto diversificado de trabalhos relacionados com as matérias leccionadas e estreitamente articulados com o trabalho de terreno (construção de amostras, elaboração de questões, estruturação de questionários e de guiões de entrevista, processos de análise documental e de codificação, no âmbito da análise qualitativa).
A avaliação assenta em duas componentes: uma teórica (podendo ser realizada através de exame ou em modalidade de avaliação distribuída – teste e na elaboração de um guião de entrevista semi-estruturada, tendo por base o trabalho de terreno que está a ser desenvolvido e construído de forma a poder ser aplicado a utentes da instituição na qual os alunos estão a estagiar) e uma prática (relatório final construído tendo por base o trabalho de terreno - comum às disciplinas de Diagnóstico Psicossocial 2 e SEPSS 4).


Obtenção de Frequência

A disciplina é teórica-prática sendo as modalidades de avaliação as seguintes para cada uma das componentes:

1. Componente Teórica da disciplina (50% da nota final)
Para realizar a componente teórica da disciplina os alunos poderão optar por uma das seguintes modalidades de avaliação:

a) Avaliação Distribuída
A avaliação distribuída consistirá:

* Na realização de um EXERCÍCIO ESCRITO INDIVIDUAL (TESTE) que decorrerá no mesmo dia do exame final. (ponderação de 30% da nota final).

* Na elaboração de um GUIÃO DE ENTREVISTA SEMI-ESTRUTURADA, obrigatoriamente trabalho de grupo (3 alunos no máximo), tendo por base o trabalho de terreno que está a ser desenvolvido. O guião deve ser construído de forma a poder ser aplicado a utentes da instituição na qual os alunos estão a estagiar. Será disponibilizado aos alunos, no Sigarra, um documento orientador para a elaboração do trabalho. Data de entrega: 10 de Maio de 2011. (ponderação de 15% da nota final).

* PARTICIPAÇÃO activa nas aulas (ponderação de 5% da nota final)
Considera-se que a participação activa nas aulas abrange a frequência, atenção prestada e intervenção nas aulas.

Note Bem:
Para que o aluno se possa manter na avaliação distribuída deverá assistir a 75% do número total de aulas (Ponto 4 do Artigo 11º do Regulamento de Avaliação de Conhecimentos).
Os alunos abrangidos pelos Regulamentos Especiais, mesmo que não consigam assistir a 75% das aulas, poderão manter-se nesta modalidade de avaliação desde que combinem um Plano de Acompanhamento com o docente conforme previsto no Ponto 5 do Artigo 11º do Regulamento de Avaliação de Conhecimentos.

b) Exame Final
* Realização de um EXAME ESCRITO final.



2. Componente Prática da disciplina (50% da nota final)
Na realização de um RELATÓRIO sobre o trabalho de estágio e que será comum às disciplinas de Seminário de Estudo das Práticas de Serviço Social e Diagnóstico Psicossocial. Do ponto de vista metodológico este relatório deverá conter:
• questões de investigação, quadro teórico de referência, hipóteses teóricas e operacionais, modelo de análise, identificação dos métodos e procedimentos utilizados e respectiva justificação, apresentação e análise de resultados obtidos;
• Deverá ainda obedecer genericamente às regras de elaboração de um trabalho científico (por ex. argumentação, pensamento crítico, citações e referências bibliográficas).

Os alunos inscritos em MTIS 2 e que não estejam inscritos nas disciplinas de Diagnóstico Psicossocial 2 e Seminário de Estudo das Práticas de Serviço Social 4 devem contactar os docentes de modo a combinar a elaboração de um trabalho alternativo para poderem ser avaliados na componente prática da disciplina.

A NOTA FINAL da disciplina será calculada através da média das notas obtidas na componente teórica e na componente prática.

Cálculo da Classificação Final

A NOTA FINAL da disciplina será calculada através da média das notas obtidas na componente teórica e na componente prática.

Observações

Horário de Atendimento
Idalina Machado: 2ª feira das 10h00 às 11h00 e das 17h00 às 19h45; 3ª feira das 11h00 às 12h00 - Gabinete 4.

Opções
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